Mensagem do Presidente
do Conselho de Administração da CGD
No actual contexto de crise económica e financeira, a gestão baseada na Sustentabilidade assume cada vez maior importância, uma vez que diz respeito à responsabilidade da CGD na sua relação com os Clientes, Colaboradores e Comunidade em geral.
A CGD, enquanto Instituição líder e de referência no sistema financeiro português, tem responsabilidade acrescida decorrente da sua história e valores. Pela sua visão de futuro, a CGD só pode estar na primeira linha do desenvolvimento sustentável. A Sustentabilidade, constitui uma das prioridades estratégicas na CGD, sendo assumida ao mais alto nível da gestão e aplicada transversalmente a toda a Instituição. Com a implementação do Modelo de Gestão para a Sustentabilidade, em Março de 2010, a CGD reforçou as condições para que, por intermédio das suas equipas multidisciplinares, se desenvolvesse e dinamizasse o Comité Geral de Sustentabilidade, alinhado com as melhores práticas internacionais.
Neste âmbito, foram definidas as Políticas de Sustentabilidade, de Ambiente e de Envolvimento com a Comunidade, que reconhecem o desenvolvimento sustentado da actividade da CGD. Também a definição da Estratégia de Envolvimento com os diversos Stakeholders, atendeu às melhores práticas existentes, seguindo os princípios de normas AA1000 e da Global Reporting Initiative (GRI), determinando um diálogo contínuo com os Stakeholders da CGD, fundamental para o profundamento de relações transparentes e de confiança.
Neste âmbito, continuámos, em 2010, a promover a aproximação entre o Conselho de Administração da CGD e as diversas estruturas comerciais de cada Região, de forma a possibilitar um contacto mais próximo com Colaboradores e Clientes, constituindo um espaço de partilha, através da iniciativa Conselhos Abertos.
O ano de 2010 foi um ano de reconhecimento do nosso contributo para o desenvolvimento sustentável. A CGD foi distinguida como Instituição Financeira mais Sustentável de Portugal, no âmbito da iniciativa The New Economy´s Sustainable Finance Awards.
A inovação constante em produtos, canais, processos de venda, formulação de pricing e a respectiva transposição para diferentes segmentos de mercado ou abordagens inter-redes comerciais, tem constituído e continuará a ser um factor crítico de sucesso da CGD, ilustrado no facto de ser considerado o 1.º Banco português e o 16.º europeu no investimento em Inovação (The 2010 EU Industrial R&D Scoreboard). Para um crescimento sustentado da CGD, uma gestão baseada na Certificação permite assegurar a qualidade dos serviços financeiros. Em 2010, a CGD obteve a certificação da qualidade pela norma ISO 9001:2008, atribuída pela APCER, no âmbito da actividade desenvolvida pelo Gabinete de Prevenção, Segurança e Continuidade de Negócio.
No pilar ambiental, a CGD tem vindo a implementar projectos que visam aumentar a eficiência energética da Instituição, reduzindo o seu nível de emissões de carbono. As iniciativas incluem a aposta nas energias renováveis, a adopção de tecnologias de baixo carbono nos edifícios, na mobilidade, bem como numa adequada gestão de resíduos.
Em 2010, a CGD concretizou a estratégia climática que definiu em 2007, através do Programa Caixa Carbono Zero, que a posicionou na liderança do sector financeiro nacional, na resposta às novas exigências de uma economia de baixo carbono. A CGD tornou-se o primeiro Banco em Portugal, com um programa estruturado de neutralidade carbónica.
No âmbito de compensação, foram utilizados créditos gerados por um projecto que reduz emissões através da substituição de combustível fóssil, numa unidade de produção de papel localizada no Brasil, onde o Grupo CGD está também presente. O projecto tem certificação Voluntary Carbon Standard, um selo de qualidade internacionalmente reconhecido. Estes créditos de carbono gerados por projectos tecnológicos são complementados por créditos gerados pelo projecto Floresta Caixa Carbono Zero, que a CGD apoia, na Tapada Nacional de Mafra.
A adesão ao Programa Ambiental das Nações Unidas impõe maior responsabilidade sobre o papel da CGD no combate às alterações climáticas.
Como investidor signatário do Carbon Disclosure Project, a CGD responde, de forma voluntária, ao questionário anual, divulgando informação sobre o seu nível de emissões e iniciativas de redução, bem como as práticas de gestão dos riscos e oportunidades que as alterações climáticas colocam ao seu negócio.
Em 2010, a CGD, enquanto Instituição empregadora responsável, continuou a promover a formação contínua para o desenvolvimento do talento dos Colaboradores, proporcionando as melhores condições profissionais e pessoais.
A CGD empreendeu um projecto de revisão do seu Código de Conduta, do qual resultou a nova versão que vigora desde dia 1 de Outubro de 2010.
O Código de Conduta constitui um instrumento chave no reforço dos compromissos éticos da CGD, bem como na sistematização das regras de conduta que são observadas na sua actividade. Reflectindo essa importância, foi entregue um exemplar do Código de Conduta a cada Colaborador, sendo essencial o empenho e envolvimento de todos, qualquer que seja a sua função, conhecendo e divulgando mas, sobretudo, aplicando diariamente, princípios de actuação e normas de conduta da CGD.
O compromisso da CGD com a Comunidade assenta na defesa de princípios de ética, transparência e respeito pelas normas que regulam a sua actividade, no apoio contínuo e empenhado às actividades sociais e culturais.
Neste âmbito, importa realçar a actividade da Fundação Caixa Geral de Depósitos — Culturgest, relevante na intervenção da CGD no domínio da acção cultural ao serviço do público português, e que em 2010 manteve, como é habitual, intensa actividade.
A CGD intervém de forma inovadora e permanente, abrangendo as mais diversas áreas, constituindo um contributo para uma sociedade do conhecimento mais próspera, promovendo a inclusão e literacia financeira, com o objectivo de disponibilizar informação, em prol de comportamentos financeiramente responsáveis.
Em 2010, a CGD tornou-se o Banco Oficial da Bolsa de Valores Sociais, um projecto inovador que visa apoiar as instituições de solidariedade social, para a adopção de uma nova visão de Sustentabilidade para os seus projectos, mobilizando a sociedade civil, para esta plataforma inovadora de investimento social.
O Voluntariado na CGD, em 2010, passou pelo desenvolvimento de diversas iniciativas de norte a sul do país, projectando a CGD como uma instituição próxima, responsável, com valores e práticas de referência.
Neste sentido, a CGD continuará a divulgar a prática do voluntariado, com franco retorno positivo para todas as partes envolvidas, propondo-se atingir, em 2011, a meta de 20 000 horas de voluntariado.
Fernando Faria de Oliveira
Presidente do Conselho de Administração